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Ambiente

“Ilhas Flutuantes”

Projeto do Cedup Abílio Paulo despolui água do Rio Criciúma

29
OUT
2017
| 17h40
17h40
Redação Portal Engeplus
Jornalista | Portal Engeplus
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A história da poluição do Rio Criciúma e seus afluentes é antiga. Ela vem desde o início dos processos de mineração na região. Muito se discute sobre despoluição destas águas, no entanto, pouco tem se feito em favor disto. Em contramão nesta história, o Cedup Abílio Paulo criou um projeto que transforma a água do flúmen, até impróprias para a vida de animais, numa água própria. Este plano, não só tem dado resultados extremamente positivos, como foi escolhido para representar a região Sul do Brasil no prêmio “Respostas para o Amanhã”, da Samsung.

O projeto “Ilhas Flutuantes” foi ideia da professora Simone Rocha da Rosa, que também coordena o curso técnico de análises clínicas da instituição. De acordo com ela, já focando no prêmio da Samsung, que fomenta a sustentabilidade, foi pensada uma forma de despoluição, já que este é um dos males da região. “O Ph dá água do Rio Criciúma estava entre 3 e 4, ou seja, extremamente ácida. Desta forma iniciamos pesquisas de plantas que pudessem fazer um processo que chamamos de filtroremediação, onde elas são responsáveis por filtrarem todas as impurezas, como a pirita e o esgoto, por exemplo”, explica Simone.

A professora encontrou nas chamadas “sombrinhas japonesas” e nos “caetés” a solução para este processo. Segundo ela, a intenção era buscar na vegetação da região a saída. “Não precisamos de muito trabalho. Todas nossas ‘armas’ são daqui para atingir o objetivo de tornar o Rio Criciúma habitável e pronto para usar a sua água até para consumo humano, após processos normais de tratamento”, destaca a educadora.

O processo iniciou em julho de 2016 após serem recolhidos em média 1000 litros do flúmen. Uma espécie de aquário foi montada na escola utilizando um instrumento para bombear a água, seguindo da instalação das ilhas com as plantas flutuantes. “A água era amarela, tipicamente água de pirita como conhecemos. Em setembro colocamos os primeiros peixes, vindos de açudes da região, no aquário e logo eles morreram”, conta.

Hoje, mais de um ano depois, o processo já tem dado resultados: o Ph da água já subiu, segundo análises da Unesc, para 5 (o ideal é 6, 6.6), os peixes já sobrevivem no aquário e estão se reproduzindo. Hoje há uma família de bagres africanos no local. “As plantas tiraram todo o metal pesado. O processo continua em andamento e estamos muito felizes porque já pensamos em longo prazo”, comemora Simone. Para a professora é possível, em larga escala, montar uma forma de despoluição total do rio e in loco com a técnica trabalhada.

Raízes viram fertilizantes

Além de despoluírem as águas do rio, as plantas podem virar fertilizantes para os agricultores da região. Isso se dá porque as suas raízes aquáticas que crescem junto do processo de filtroremediação podem ser cortadas e incineradas, tornando-se fertilizantes. “Elas sugam todas as impurezas e precisam ser retiradas da água. O projeto é tão eficaz que até para isto achamos um caminho”, reitera Simone.

Projeto de muitas mãos

Desde o início do projeto os alunos do Cedup assumiram junto o trabalho. Seja nas pesquisas ou confecção de folders de divulgação para a conscientização. Para a diretora da escola, Maristela Bolan, a participação dos alunos é essencial. “O aluno precisa ver na prática aquilo que aprende em sala de aula. Nós transformamos o lugar onde vivemos e saímos da nossa zona de conforto quando ingressamos em projetos como este, gerando, de fato, transformação por meio dos alunos”, partilha Maristela.

Resultado deve sair em novembro

Como o projeto do Cedup Abílio Paulo, só mais outros quatro estão na final do no prêmio “Respostas para o Amanhã”, da Samsung. O resultado do vencedor deve ser divulgado no próximo mês.

Os professores e diretores dos projetos vencedores nacionais serão contemplados com um notebook para cada um. Cada um dos alunos participantes das turmas vencedoras nacionais receberá um tablet.

Colaboração: Paula Darós Darolt / 20ª Agência de Desenvolvimento Regional

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