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O futuro do rio Mãe Luzia em debate

O futuro do rio Mãe Luzia em debate
Foto: Arquivo Engeplus
Por Denis Luciano Em 21/11/2017 às 16:38

Bastante poluído desde os anos 40, o rio Mãe Luzia tem salvação. Essa é uma das conclusões que, de antemão, os organizadores do 2º Seminário de Relatos de Experiências de Recuperação Ambiental levam para o evento programado para esta quarta-feira em Siderópolis.

“Já existem projetos do Iparque neste sentido, mas precisamos de recursos para tirá-los do papel. Estamos buscando financiamentos federais”, explica a professora Miriam Martins, uma das integrantes do Fórum pela Despoluição do rio Mãe Luzia. Um convênio foi assinado neste ano entre a prefeitura de Nova Veneza e a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado para elaborar um diagnóstico. “Por ele, vamos saber onde estão as fontes poluidoras”, detalha. 

“E temos tudo para, valorizando mananciais como o rio Mãe Luzia, incrementar até o turismo na região”, lembra o professor Carlos Renato Carola, autor do livro “Era uma vez o rio Mãe Luzia”, que ele publicou em 2014 em parceria com o historiador Nilso Dassi. “Nova Veneza, por exemplo, que sofre com o rio poluído, nunca extraiu uma pedra de carvão, quando sabemos que a atividade mineradora foi uma das principais poluidoras historicamente do rio”, menciona Dassi, Ele realça, porém, que a mineração não é a única causadora da degradação do Mãe Luzia. “As lavouras, os dejetos de esgoto doméstico e industrial também colaboraram muito para isso”, enfatizou.

O evento desta quarta foi levantar depoimentos práticos, de quem viveu e vive da poluição do rio, e apontar experiências futuras em busca de soluções. “Temos uma barragem como a do rio São Bento que nasceu com 30 anos de vida útil, 15 anos já se passaram e não temos outro manancial. De onde vamos tirar água no futuro?”, indaga o ex-vereador Alberto Ranacoski, de Nova Veneza, uma das lideranças empenhadas no Fórum e nas discussões sobre o tema.

O Seminário é organizado pelo Fórum, pelas câmaras de vereadores dos municípios de Nova Veneza, Siderópolis, Forquilhinha, Treviso, Maracajá, Araranguá e Criciúma – cidades abrangidas pelos 44 quilômetros do Mãe Luzia – mais o Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Araranguá. O evento desta quarta ocorre das 13h30min às 17h no Centro Social Urbano de Siderópolis.