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Ambiente

Grande Próspera

Estação de Tratamento de Esgoto tem nova rodada de diálogo com moradores

Encontro aconteceu nessa sexta-feira e contou com a presença de engenheiros da Casan

12
AGO
2017
| 16h22
16h22
Redação Engeplus
Jornalista | Portal Engeplus
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Divulgação

Mais uma etapa de uma negociação que se desenvolve desde 2015 foi realizada na noite dessa sexta-feira, dia 11, em uma Audiência Pública para a apresentação do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do projeto da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Grande Próspera, em Criciúma. A convocação de assembleia aberta para este fim está prevista na Lei do Plano Diretor Municipal.

Cerca de 120 pessoas, integrantes das nove comunidades que formam a chamada "Grande Próspera", tiveram a oportunidade de conhecer mais uma vez em detalhes o projeto da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) projetada para o bairro Vila Selinger. Esta foi a terceira audiência realizada, além de encontros já realizados com a comissão organizada pela comunidade para discutir o tema e uma visita à ETE Laguna, que opera no mesmo sistema.

Durante o encontro de sexta, realizado no Salão Paroquial da Igreja do bairro Linha Batista, a área de engenharia da Casan foi representada pelo diretor de Operação e Meio Ambiente, Paulo Meller, pela gerente de Meio Ambiente, Patrice Barzan, pelo engenheiro Carlos Bavaresco e pelo projetista Evandro Martins, todos conhecedores das peculiaridades da região.

O arquiteto Roberto de Oliveira Cabral, da empresa CGM, apresentou em números e desenhos o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) da nova unidade, quando pôde mostrar que sob o ponto de vista urbanístico o empreendimento terá pouco impacto na região. Em relação à emissão de odores e ruídos, a Casan assinou um Termo de Compromisso para implantar as medidas apontadas pelo EIV com o objetivo de evitar esses problemas. A área da ETE, como os desenhos levados ao debate mostraram, será urbanizada e toda arborizada, contando com um anfiteatro para visitações e palestras.

A ETE a ser instalada na Prospera é considerada a mais moderna existente no estado. Ela contempla sistema de tratamento UASB e vem com um reator de fluxo ascendente anaeróbico, conforme mostrou o engenheiro Martins, gerente de Projetos da Casan. “Nesse sistema, o esgoto tratado segue pela estação, o lodo vai para uma centrífuga, onde é processado para destinação ao aterro sanitário, e os gases exalados são queimados, o que vai evitar o cheiro”, explicou.

A unidade, com vazão de 55 litros por segundo, será abastecida por uma rede coletora de 92,4 quilômetros já instalada na cidade, que fará conexão a 4.961 ligações domiciliares, ampliando a área de abrangência da rede de coleta e cobertura de Criciúma. Quando concluído o projeto, o município alcançará uma cobertura superior a 43%, colocando-se entre os principais do estado dentro de um indicador que amplia a qualidade de vida das cidades e reduz a quantidade de doenças das populações.

O serviço de saneamento básico vai beneficiar na primeira etapa 18.546 pessoas e, ao final do projeto, mais de 33 mil pessoas de nove bairros. “Vai ser um grande marco para a cidade, promovendo o desenvolvimento com qualidade de vida. Infelizmente ainda resiste a ideia de não se querer perto de casa uma estrutura como estação de tratamento, penitenciária ou antena de telefonia, empreendimentos imprescindíveis na vida moderna e no desenvolvimento das cidades”, observou o superintendente Regional Sul/Serra da Casan, Vilmar Bonetti.

Durante a audiência, Bonetti lembrou a reformulação de outra estação instalada na cidade, no bairro Santa Luzia. No local, por reivindicação daquela comunidade, a tecnologia de tratamento do esgoto foi totalmente reformulada, com a instalação de aeradores e de uma centrífuga por onde saem 200 toneladas por mês de lodo processado em direção ao aterro sanitário. O investimento ultrapassou os R$ 4 milhões e eliminou o mau cheiro na região.

A eliminação hoje pode ser comprovada por análises quinzenais e por fiscalizações periódicas da FATMA e da ARESC, apesar de alguns participantes da audiência de sexta apontarem que o problema ainda não foi de todo resolvido. "O objetivo não é instalar à força uma estação de tratamento, mas mostrar às comunidades os benefícios que ela traz ao ambiente e à saúde da região", disse o diretor Paulo Meller.

Colaboração: João Pedro Alves

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