A seguradora que cobre o complexo do estádio Heriberto Hülse pagou R$ 74 mil ao Criciúma. O dinheiro cobriria as despesas para que o clube recolocasse as telhas que foram varridas pelo vento no último dia 19 de novembro.
Porém, o recurso já ganhou outro destino. O dinheiro foi desviado para pagar salários atrasados e outras despesas. "O presidente Édson Búrigo entendeu que havia outras prioridades. Assim, estamos sem verba para contratar a empresa que já havia feito o orçamento", revelou o diretor de patrimônio Vilmar Casagrande.
Com o desvio dos valores, não há previsão para começar os trabalhos. "O pessoal que colocará as tesouras de sustentação e as telhas está somente aguardando uma entrada de R$ 40 mil para começar. Mas sabemos que o Criciúma não dispõe deste dinheiro", enfatizou.
Casagrande externou, sutilmente, alguns descontentamentos com os cortes de recursos para a sua área. "Eu gosto de tocar obras. Mas sem dinheiro, não tem jeito". O dirigente revela que tem até ido com menos frequência ao clube. "Não adianta eu ir para ver o pessoal ficar varrendo o estádio".
Outras obras, como o complemento dos camarotes e do elevador, também estão paradas. "São recursos do Estado, que só poderão ser utilizados quando o Criciúma pagar algumas dívidas com impostos", informou.
Preocupado com a situação financeira do Criciúma, o diretor dá a dica. "Está na hora de o clube reunir mil empresários, que juntos podem colocar R$ 5 milhões aqui. É o jeito de fazer o clube funcionar", sugeriu. "Não adianta ficar fazendo onda".