Ônibus de transporte coletivo é incendiado em Criciúma
Polícia Militar acredita que ataque tenha relação com atentados de Florianópolis e do Vale do Itajaí
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02 de Fevereiro de 2013 00h07
Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br

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Matéria atualizada à 1h13min/ Um ônibus de transporte coletivo da empresa Expresso Forquilhinha foi incendiado por volta das 22h30min desta sexta-feira. Ele transportava funcionários para a Seara Alimentos, de Forquilhinha, quando dois homens pararam o veículo, mandaram o motorista parar o ônibus e pediram que todos descessem. Um dos suspeitos estava armado com uma pistola. O veículo faz a linha tradicionalmente de segunda-feira a sábado.

Conforme informações do major Fraga, da Polícia Militar de Criciúma, cerca de 15 pessoas estavam no veículo. Os criminosos entraram pela porta traseira do veículo e espalharam gasolina pelo ônibus; eles utilizaram dois galões de combustível. Foram realizadas rondas nas proximidades do local, mas os suspeitos não foram encontrados, fugiram após a ação criminosa. O crime aconteceu no cruzamento da Angela Melo com a rua José Vanderlei Fernandes, no bairro Jardim União, em Criciúma.

A PM foi acionada por volta das 22h40min pelo 190, e os policiais se dirigiram ao local junto com o Corpo de Bombeiros, que precisaram de meia hora para conter o fogo e, segundo eles, o maior perigo era o combustível. Foram gastos três mil litros de água para apagar as chamas e o ônibus ficou completamente destruído. Seis profissionais aturam no combate ao incêndio.

Escoltas –  Algumas linhas do transporte coletivo de Criciúma vinham sendo escoltadas durante o dia por conta dos ataques a ônibus que aconteceram nos últimos dias em Florianópolis e no Vale do Itajaí. Esta linha, no entanto, não recebia escolta. Segundo o major Fraga, o policiamento nos bairros de maior vulnerabilidade social continuará durante toda a madrugada e neste sábado. Serão montadas operações de cerco e varredura. “Vamos atuar também com os motociclistas, a fim de coibir a movimentação de supostas pessoas envolvidas”, ressalta.

A PM acredita que o incêndio tenha relação com os ataques em outras cidades catarinenses. “Certamente estes atos são arquitetados por facções criminosas que determinam estas ações. Vamos atuar para manter a segurança da população e continuar com o trabalho estabelecido pelo 9º batalhão, a fim de impedir estes atos. Vamos trabalhar estrategicamente e sem criar alarde por parte da população”, ressalta.

Prejuízo de R$ 300 mil - Este é o terceiro ônibus incendiado da empresa Expresso Forquilhinha. Os outros dois casos aconteceram durante os ataques de outubro de 2012. Conforme o supervisor operacional da empresa, Everton Rezende, os passageiros, bem como o motorista, foram conduzidos para outro veículo logo após o incidente. A empresa calcula que o prejuízo seja de R$ 300 mil para cada veículo incendiado. Segundo o supervisor, os motoristas do Expresso Forquilhinha estão apreensivos, pois este é o terceiro caso em menos de seis meses. “Orientamos que eles mantenham a calma nestas situações, mas eles ficam inseguros. Os passageiros estão com muito medo, pois estão vulneráveis aos bandidos”, salienta.

Desespero - Conforme a moradora do bairro que reside em frente ao local onde aconteceu o incidente, Maria Goreti Oliveira Caetano, havia muitas mulheres no veículo e, ao sair de dentro do ônibus, algumas se machucaram. “Foi uma correria. Algumas mulheres arranharam o joelho e os braços no momento em que saíram do ônibus”, comenta. Segundo a moradora, foram ouvidos dois disparos. “Eu escutei um tiro bem forte, já minha filha escutou este disparo e mais outro”, conta. As chamas, de acordo com Maria, ganharam proporções grandes ameaçando a casa vizinha e a fiação elétrica.
“Ficamos com medo de acontecer algo maior, inclusive, estávamos com medo que o fogo atingisse a rede elétrica”, pontua. Após de ter ateado fogo no veículo, os criminosos fugiram. Conforme a moradora, ambos não estavam encapuzados. Depois de controlado o fogo, o Instituto Geral de Perícias (IGP) já atuava no local.

Colaboração: Douglas Saviato