Uma visita coordenada pelo Sindicato da Indústria da Extração do Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc) possibilitou o contato de dois executivos da empresa siderúrgica indiana ArcelorMittal com as empresas mineradoras da região de Criciúma.
A intenção é avaliar a possibilidade de o setor voltar a produzir carvão metalúrgico para a indústria siderúrgica, já que a ArcelorMittal é uma das maiores siderúrgicas do mundo. A partir de agora, as empresas sul catarinenses devem viabilizar estudos e projetos para abertura de minas de carvão metalúrgico para a indústria siderúrgica.
Para o presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), Ruy Hülse, esta é uma possibilidade que pode levar, no mínimo, de quatro a cinco anos. “Nós estamos interessados e dando apoio para que as empresas pesquisem e implantem projetos com vistas a produção do carvão metalúrgico”. O presidente do Siecesc adiantou, ainda, que o projeto mais próximo de levar à produção do carvão metalúrgico é o da Mina Maracajá, que está em andamento. Os subprodutos gerados, como carvão vapor, teriam seu destino na geração de energia elétrica, entre outros usos.
Saiba mais – Conforme Ruy Hülse, presidente do Siecesc, no passado, antes da desregulamentação do setor na década de 90, as minas da região forneciam o carvão metalúrgico para as siderúrgicas. Atualmente, todo o carvão metalúrgico é importado. O Brasil importa cerca de 16 milhões de toneladas ano do produto, ao valor de US$ 250 mil a tonelada, e os principais países fornecedores são os Estados Unidos, Polônia e Austrália.
O setor – A indústria carbonífera catarinense conta hoje com dez empresas mineradoras associadas ao Siecesc. Produz cerca de 2,4 milhões toneladas ano de carvão, destinados à geração de energia na Usina Termelétrica Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo e gera quatro mil empregos diretos e mais de 30 mil indiretos. Todas as empresas do setor estão certificadas pela norma ambiental 14.000 e investem na recuperação de antigos passivos ambientais.
Colaboração: Joice Quadros/ Comunicação Siecesc