A SCGás, sociedade de economia mista que administra a distribuição de gás natural em Santa Catarina, solicitou ao Governo do Estado, que é o acionista majoritário da empresa, um reajuste de 9,7% no valor do metro cúbico do gás. Por ser o maior acionista, o Governo tem poder de veto ao reajuste e o governador Raimundo Colombo já se mostrou contrário à proposta.
No Sul do Estado, o gás natural é o principal insumo para a produção de revestimentos cerâmicos. O presidente do Sindicato das Indústrias de Cerâmicas (Sindiceram), Otmar Josef Müller, não acredita no reajuste, mas faz ponderações. “O governador já se mostrou contrário e disse que não há sentido neste reajuste”, diz Müller.
Segundo Otmar Josef Müller, um aumento de quase 10% seria ruim ao setor. “É agravante porque há pouco tempo já tivemos um aumento de 7,75% e as empresas não tiveram tempo de se recuperar. Calculo que se esse reajuste acontecer, as empresas terão um aumento de 2,5% no custo de produção”, destaca o presidente do Sindiceram. “A queda de mercado também está bastante forte, o que potencializa”, completa.
A decisão sobre o possível aumento deve sair na próxima semana, quando a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Agesc) entregará um relatório ao governador para que ele se posicione.