Mecanico-morre-ao-cair-de-escada - Mecanicmre-acair-de-escada

Mecânico morre ao cair de escada
Texto: A- | A+
19 de Outubro de 2011 15h32
Ana Paula Cardoso - anacardoso@engeplus.com.br

Atualização de matéria às 16h44min / A queda de uma escada na manhã do último domingo culminou com a morte, confirmada na manhã desta quarta-feira, de um mecânico de beneficiamento do carvão das Empresas Rio Deserto. O colaborador Edivan Durante, 44 anos, teve a queda na superfície da unidade Cruz de Malta, em Treviso. Desde o dia do acidente Durante permaneceu em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José, em Criciúma.

O acidente aconteceu quando o funcionário subia uma das escadas do setor de beneficiamento do carvão, procedimento que, conforme a empresa, realizava diariamente, e sofreu uma queda. Conforme a Rio Deserto, em nota oficial emitida na tarde de hoje, “no momento do acidente o mecânico usava todos os equipamentos de segurança exigidos para a atividade e, ocorrida a queda, os procedimentos emergenciais foram realizados por equipe treinada pela empresa. Para agilizar o socorro, o funcionário foi levado imediatamente pela ambulância da empresa até o hospital, onde foi constatado traumatismo craniano. As Empresas Rio Deserto concentram agora todos os esforços no apoio à família da vítima e colabora para que as análises técnicas sejam concluídas”.

Edivan Durante era morador de Criciúma e trabalhava nas Empresas Rio Deserto há 24 anos como mecânico de manutenção de beneficiamento na superfície da unidade.

Conforme o secretário do Sindicato dos Mineiros de Siderópolis, Leonor Rampinelli, Durante caiu de uma altura de dois metros e meio. Em nota, oficial, o sindicato argumenta que o mecânico fazia a remoção de uma chapa de ferro com peso de 50 quilos e era arrastada pelo corrimão. “Este trabalho estava sendo realizado sem os equipamentos adequado, ou seja, uma talha ou guincho. Também pode ser levada em conta a quantidade de horas extras feitas no período de 12 de outubro até a data do acidente onde já teria feito mais de 30 horas extras além das horas normais, onde o cansaço também pode ter contribuído”, alega Rampinelli.

De acordo com o sindicato, na manhã de hoje representantes do sindicato, do Ministério do Trabalho e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), estiveram no local do acidente para colher informações e produzir os laudos do acidente.

Colaboração: Bruna Borges/Alfa Comunicação Empresarial